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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Preparando o Fedora 17 64 bits para instalar o Oracle Service Bus 11g

Nesta postagem, instalaremos todos os componentes necessários para, futuramente, o Ofacle Fusion Middleware OSB 11.1.1. Este procedimento também instala os softwares necessários para gerar um ambiente de desenvolvimento baseado em Oracle Weblogic Server e Oracle Database. Inicialmente necessitamos instalar alguns softwares/Middlewares que serão referenciados ou utilizados pelo OSB, que são:

- JDK 1.6.0_35
- Oracle Database XE 11g
- Oracle Enterprise Pack for Eclipse
- Oracle Weblogic Server 11g (10.36)

Após instalarmos e e configurarmos estes softwares, partiremos para a instalação do OSB.

Para executar esses comandos, precisamos adicionar nosso usuário no grupo dos sudoers. Para isso basta executar o seguinte comando como root:

echo 'loginname ALL=(ALL) ALL' >> /etc/sudoers

Lembre-se de substituir "loginname" pelo nome do usuário que deseja adicionar.

Configurando a JDK 1.6.0_35

Baixe o instalador (no meu caso, usei o arquivo jdk-6u35-linux-x64.bin) do site da Oracle. Abra um terminal, vá até a pasta de download e execute os seguintes comandos:

chmod +x jdk-6u35-linux-x64.bin
./jdk-6u35-linux-x64.bin

Após executar estes comandos, uma pasta contendo a JDK será gerada no diretório corrente. Vamos movê-la para a pasta /usr/java e então configurar o sistema para utilizar a JDK:

sudo mkdir /usr/java
sudo mv jdk1.6.0_35 /usr/java

Agora vamos configurar o JDK no sistema. Inicialmente temos que exportar as variáveis de CLASSPATH e JAVA_HOME, porém, para que estas sejam exportadas automaticamente na inicialização do sistema, adicionaremos estas variáveis ao arquivo /etc/environment:

sudo vi /etc/environemt

Insira o seguinte conteúdo no arquivo:

CLASSPATH=/usr/java/jdk1.6.0_35/lib/
JAVA_HOME=/usr/java/jdk1.6.0_35/

Salve o arquivo (ESC, wq) e então execute o seguinte comando para disponibilizar as variáveis no ambiente:

source /etc/environment

Agora execute os seguintes comandos para criar diretórios necessários, links simbólicos e adicionar a JDK como alternativa java para o sistema:

sudo mkdir -p /usr/lib/jvm /usr/lib/jvm-exports

sudo alternatives --install /usr/bin/java java /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/java 15000 \
--slave /usr/lib/jvm/jre jre /usr/java/jdk1.6.0_35/jre \
--slave /usr/lib/jvm-exports/jre jre_exports /usr/java/jdk1.6.0_35/jre/lib \
--slave /usr/bin/keytool keytool /usr/java/jdk1.6.0_35/jre/bin/keytool \
--slave /usr/bin/orbd orbd /usr/java/jdk1.6.0_35/jre/bin/orbd \
--slave /usr/bin/pack200 pack200 /usr/java/jdk1.6.0_35/jre/bin/pack200 \
--slave /usr/bin/rmid rmid /usr/java/jdk1.6.0_35/jre/bin/rmid \
--slave /usr/bin/rmiregistry rmiregistry /usr/java/jdk1.6.0_35/jre/bin/rmiregistry \
--slave /usr/bin/servertool servertool /usr/java/jdk1.6.0_35/jre/bin/servertool \
--slave /usr/bin/tnameserv tnameserv /usr/java/jdk1.6.0_35/jre/bin/tnameserv \
--slave /usr/bin/unpack200 unpack200 /usr/java/jdk1.6.0_35/jre/bin/unpack200 \
--slave /usr/share/man/man1/java.1 java.1 /usr/java/jdk1.6.0_35/man/man1/java.1 \
--slave /usr/share/man/man1/keytool.1 keytool.1 /usr/java/jdk1.6.0_35/man/man1/keytool.1 \
--slave /usr/share/man/man1/orbd.1 orbd.1 /usr/java/jdk1.6.0_35/man/man1/orbd.1 \
--slave /usr/share/man/man1/pack200.1 pack200.1 /usr/java/jdk1.6.0_35/man/man1/pack200.1 \ --slave /usr/share/man/man1/rmid.1.gz rmid.1 /usr/java/jdk1.6.0_35/man/man1/rmid.1 \
--slave /usr/share/man/man1/rmiregistry.1 rmiregistry.1 /usr/java/jdk1.6.0_35/man/man1/rmiregistry.1 \
--slave /usr/share/man/man1/servertool.1 servertool.1 /usr/java/jdk1.6.0_35/man/man1/servertool.1 \
--slave /usr/share/man/man1/tnameserv.1 tnameserv.1 /usr/java/jdk1.6.0_35/man/man1/tnameserv.1 \
--slave /usr/share/man/man1/unpack200.1 unpack200.1 /usr/java/jdk1.6.0_35/man/man1/unpack200.1


sudo alternatives --install /usr/bin/javac javac /usr/java/latest/bin/javac 15000 \
--slave /usr/lib/jvm/java java_sdk /usr/java/jdk1.6.0_35 \
--slave /usr/lib/jvm-exports/java java_sdk_exports /usr/java/jdk1.6.0_35/lib \
--slave /usr/bin/appletviewer appletviewer /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/appletviewer \
--slave /usr/bin/apt apt /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/apt \
--slave /usr/bin/extcheck extcheck /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/extcheck \
--slave /usr/bin/jar jar /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jar \
--slave /usr/bin/jarsigner jarsigner /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jarsigner \
--slave /usr/bin/javadoc javadoc /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/javadoc \
--slave /usr/bin/javah javah /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/javah \
--slave /usr/bin/javap javap /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/javap \
--slave /usr/bin/jconsole jconsole /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jconsole \
--slave /usr/bin/jdb jdb /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jdb \
--slave /usr/bin/jhat jhat /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jhat \
--slave /usr/bin/jinfo jinfo /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jinfo \
--slave /usr/bin/jmap jmap /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jmap \
--slave /usr/bin/jps jps /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jps \
--slave /usr/bin/jrunscript jrunscript /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jrunscript \
--slave /usr/bin/jsadebugd jsadebugd /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jsadebugd \
--slave /usr/bin/jstack jstack /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jstack \
--slave /usr/bin/jstat jstat /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jstat \
--slave /usr/bin/jstatd jstatd /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/jstatd \
--slave /usr/bin/native2ascii native2ascii /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/native2ascii \
--slave /usr/bin/policytool policytool /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/policytool \
--slave /usr/bin/rmic rmic /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/rmic \
--slave /usr/bin/schemagen schemagen /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/schemagen \
--slave /usr/bin/serialver serialver /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/serialver \
--slave /usr/bin/wsgen wsgen /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/wsgen \
--slave /usr/bin/wsimport wsimport /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/wsimport \
--slave /usr/bin/xjc xjc /usr/java/jdk1.6.0_35/bin/xjc


Para confirmar que o comando foi executado corretamente, verifique através da execução dos seguintes comandos:

java -version
javac -version

Seu sistema Fedora está configurado para trabalhar com a JDK 1.6.0_35 da Oracle.

Configurando o Oracle Database 11g XE

Primeiramente devemos baixar o Oracle Database Express Edition 11g Release 2 for Linux x64. Após o fim do download, devemos abrir um terminal e navegar para a pasta na qual o arquivo oracle-xe-11.2.0-1.0.x86_64.rpm.zip foi armazenado e executar os seguintes comandos:

unzip oracle-xe-11.2.0-1.0.x86_64.rpm.zip
sudo rpm -iv oracle-xe-11.2.0-1.0.x86_64.rpm

Após finalizar a instalação, o seguinte comando deve ser executado como root:

/etc/init.d/oracle-xe configure

Um processo de configuração da database será inicializado e solicitará uma porta para execução do Oracle Application Express. A porta padrão é a 8080, e eu gosto de mudar (por exemplo, 7787) pois esta porta é amplamente utilizada por servidores java. Depois o processo solicitará uma porta para rodar o listener do oracle, e nesse caso, mantenho a porta padrão (basta não inserir nenhum valor e pressionar enter para que seja mantida a porta 1521). O sistema solicitará uma senha para o usuário SYS e SYSTEM. Digite a senha, digite novamente para confirmar e pressione enter. O processo de configuração, perguntará então, se você deseja inicialiar o Oracle XE durante o boot da máquina, eu costumo deixar na inicialização, então digito "y". Finalmente seu oracle express está instalado e configurado.
Agora é necessário adicionar um script para exportar as variáveis de ambiente do Oracle, e para isso devemos alterar o .bashrc. Para isso lembre de não estar logado como root. Você deve abrir o .bashrc com seu usuário.

cd ~
vi bashrc


E insira o seguinte código no final do arquivo:

# Oracle Settings
TMP=/tmp; export TMP
TMPDIR=$TMP; export TMPDIR

ORACLE_HOSTNAME=localhost.localdomain; export ORACLE_HOSTNAME
ORACLE_UNQNAME=DB11G; export ORACLE_UNQNAME
ORACLE_BASE=/u01/app/oracle; export ORACLE_BASE
ORACLE_HOME=$ORACLE_BASE/product/11.2.0/xe; export ORACLE_HOME
ORACLE_SID=XE; export ORACLE_SID
NLS_LANG=`$ORACLE_HOME/bin/nls_lang.sh`; export NLS_LANG
ORACLE_TERM=xterm; export ORACLE_TERM
PATH=/usr/sbin:$PATH; export PATH
PATH=$ORACLE_HOME/bin:$PATH; export PATH

LD_LIBRARY_PATH=$ORACLE_HOME/lib:/lib:/usr/lib; export LD_LIBRARY_PATH
CLASSPATH=$ORACLE_HOME/JRE:$ORACLE_HOME/jlib:$ORACLE_HOME/rdbms/jlib; export CLASSPATH

if [ $USER = "oracle" ]; then
     if [ $SHELL = "/bin/ksh" ]; then
        ulimit -p 16384
        ulimit -n 65536
    else
        ulimit -u 16384 -n 65536
    fi
fi

Para testar basta digitar no terminal:

sqlplus system

e abrir um browser (firefox ou chrome) e entrar na tela inicial do Oracle Application Express através do endereço:

http://localhost:7787/apex

Instalando o Oracle Enterprise Pack for Eclipse

Efetue o download do OEPE, e neste caso é muito importante que sua versão do OEPE seja a mesma do Oracle Service Bus a ser instalado. Eu estou usando o OEPE Indigo 11.1.1.8.0 64 bits nesta instalação. Após o término do download, descompacte o arquivo em uma pasta de sua vontade. Eu costumo criar uma estrutura que considero intuitiva para minhas ferramentas Oracle Fusion Middleware, conforme demonstrada a seguir:

mkdir /home/meuusario/Oracle/Tools/oepe-indigo-11.1.1

E descompacto lá dentro.

Instalando o Oracle Weblogic Server

Para instalar o Oracle Weblogic Server 11g em uma máquina contendo SO Linux 64 bits (com uma vm 64 bits, como é o nosso caso), devemos baixar o arquivo de instalação generic, empacotado em um JAR. Este arquivo está disponível em uma tabela, abaixo das releases atuais (Oracle WebLogic Server Previous Releases). A coluna que contém o arquivo é denominada "Additional Platforms (For 64-bit JVM Support, See Note Above)" e a linha possui o rótulo "Oracle WebLogic Server 11gR1 (10.3.6) + Coherence - Package Installer". O nome do arquivo que será baixado é wls1036_generic.jar. Após o término do download, abra um terminal, navegue para a pasta na qual o arquivo foi salvo e execute o seguinte comando:

java -jar wls1036_generic.jar

Siga o wizard de instalação com os valores padrões e, quando este processo for terminado, você possuirá o Oracle Weblogic Server 11g instalado em seu sistema (em artigos posteriores cobriremos a execução do RCU para criar os objetos necessários na base de dados, instalação do Oracle Service Bus e a criação de um domínio para utilização).

Referências:

http://blog.mclaughlinsoftware.com/2011/09/27/oracle-11g-xe-on-fedora/
http://www.rackspace.com/knowledge_center/article/how-to-install-the-oracle-jdk-on-fedora-15-16
http://www.mjmwired.net/resources/mjm-fedora-fc6.html#sudo

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Instalando o JDK 6 e JDK 7 no Ubuntu 12.04 32 bits

Ontem formatei minha máquina e resolvi instalar o JDK diretamente do reposistório. Quando tentei utilizar o apt para instalar, me deparei com a surpresa de que o JDK e as JREs da Oracle foram removidas do repositório por questões de licensa. Vou descrever os passos que executei para auxiliar aqueles que se depararam com o mesmo problema.

Primeiramente baixei os arquivos de instalação da página da Oracle. No meu caso, baixei o jdk-6u35-linux-i586.bin e o jdk-7u7-linux-i586.tar.gz. Primeiro vamos instalar o JDK 6, após o término, vamos instalar o JDK 7 e por fim vamos atualizar o sistema para utilizar um ou outro (e implantar um jeito fácil de alternar entre eles).

Para instalar o JDK 6, abra um terminal, navegue para a pasta que contém os arquivos baixados e execute os seguintes comandos:

chmod +x jdk-6u35-linux-i586.bin

Esse comando criará uma pasta denominada (no meu caso) jdk1.6.0_35 e descompactará os arquivos do JDK. Agora precisamos mover essa pasta para dentro do local padrão de JVMs do Ubuntu:

sudo mv jdk1.6.0_35 /usr/lib/jvm

Agora vamos fazer um procedimento semelhante com o JDK 7. Primeiramente devemos descompacta-lo, o que criará uma pasta denominada (no meu caso) jdk1.7.0_07. devemos mover esta pasta para o mesmo diretório mencionado anteriormente:

sudo mv jdk1.7.0_07 /usr/lib/jvm

Agora deveríamos atualizar o sistema todo para pegar a configuração do JDK que desejamos utilizar, porém, ao invés de executar os update-alternatives manualmente, recomendo a utilização do script update-java-0.5b. Para utilizar este script, primeiramente devemos baixá-lo:

wget http://webupd8.googlecode.com/files/update-java-0.5b

Após o término do download, devemos dar permissão de execução ao script:

chmod +x update-java-0.5b

E por fim, executá-lo:

./update-java-0.5b

Uma janela será exibida oferecendo as JVMs disponíveis no sistema e então basta selecionar uma delas e clicar em OK. Agora basta aguardar alguns segundos para que o sistema seja atualizado. Quando a atualização for finalizada, caso queira verificar a versão de java instalado, basta executar o comando:

java -version

O sistema exibirá a versão do java em uso, e caso queira mudar para a outra versão, basta executar o update-java-05b novamente e selecionar a versão do java necessária. Essa solução permite que você tenha várias JDKs coexistindo e mude de acordo com suas necessidades de forma prática e rápida.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Instalando JBoss 5.1 GA no Ubuntu Server 10.04

Neste artigo presumo que você já tenha instalado a JDK 6 e tenha o servidor ubuntu executando corretamente. Primeiramente é necessário baixar o instalador do JBoss 5.1 GA do site da jboss.org. Para efetuar o download, primeiramente criaremos uma pasta para armazenar o arquivo.

cd ~
mkdir installs
cd installs
mkdir jboss
cd jboss
wget http://sourceforge.net/projects/jboss/files/JBoss/JBoss-5.1.0.GA/jboss-5.1.0.GA.zip.MD5/download


Quando baixamos o arquivo de instalação do JBoss, este vêm em formato .zip e será necessário descompactá-lo, para efetuarmos este procedimento precisamos da ferramenta unzip. Para instalar o unzip utilize o seguinte comando (ps. quando instalo o unzip já aproveito e instalo a ferramenta zip, para compactar arquivos):

sudo apt-get install unzip zip

Instalaremos o servidor de aplicação dentro da pasta /opt executando os seguintes comandos:

unzip jboss-5.1.0.GA.zip
sudo mv jboss-5.1.0.GA


Agora vamos criar um usuário para executar o servidor de aplicação:

sudo adduser --system jboss
sudo -u jboss mkdir /home/jboss/logs


E alterar o owner da nossa pasta jboss-5.1.0.GA para o usuário jboss (para que este tenha permissão de manipular os arquivos e executar os scripts existentes na pasta. A opção -R adiciona a permissão de forma recursiva para as subpastas e arquivos):

sudo chown jboss /opt/jboss-5.1.0.GA -R

E para facilitar nossa vida, vamos criar um script que permite inicializar o jboss como serviço no linux:

cd /etc/init.d/
sudo pico jboss


E insira o seguinte conteúdo no script em criação:

#! /bin/sh

JBOSS_HOME=/opt/jboss-5.1.0.GA

start(){
echo "Starting jboss.."
sudo -u jboss ${JBOSS_HOME}/bin/run.sh -b 0.0.0.0 > /home/jboss/logs/out.log &
}

stop(){
echo "Stopping jboss.."
sudo -u jboss ${JBOSS_HOME}/bin/shutdown.sh -S >> /home/jboss/logs/out.log &

#give time to shutdown jboss services.
sleep 60

#kill all java services started by user jboss
su -l jboss -c 'killall java'
}

restart(){
stop
start
}

case "$1" in
start)
start
;;
stop)
stop
;;
restart)
restart
;;
*)
echo "Usage: jboss {start|stop|restart}"
exit 1
esac

exit 0


Confirme que o script possui permissão de execução:
ls -l

e caso não tenha execute o seguinte comando:

sudo chmod +x jboss

E então use o seguinte comando para inicializar o jboss:

sudo service jboss start

Para parar o serviço do jboss basta executar:

sudo service jboss stop

E caso decida inicializar o serviço do jboss ao inicializar o sistema opercional, basta executar o seguinte comando:

sudo update-rc.d /etc/init.d/jboss defaults

Caso queira acompanhar a inicialização, basta seguir os seguintes passos:

sudo service jboss start

Mudar de terminal

tail -f /home/jobss/out.log

Referência:

http://dhydrated.wordpress.com/2009/09/25/setup-jboss5-in-ubuntu/

terça-feira, 8 de junho de 2010

Hierarquia de Sistema de Arquivos para instalação e distribuição de Aplicativos Linux

Ontem estava discutindo com um amigo sobre qual seria a melhor estrutura de instalação para um software no sistema operacional linux, e então resolvi fazer uma pesquisa simples á respeito do assunto. Simplificando a explicação, vamos utilizar como exemplo um servidor de aplicações (i.e. Weblogic). Em um cenário ideal, colocaríamos o software em /usr, os arquivos de configuração em /etc, as aplicações do servidor em /srv e por fim os logs em /var/log.

Esta seria a estrutura ideal porém muitos aplicativos não permitem tal divisão. Como exemplo disso temos o JBoss Application Server, que até a versão 5.1 não permitia que os arquivos de configuração fossem colocados em /etc. Neste caso, muitas vezes o problema pode ser resolvido colocando o seu software em /usr/local ou /opt. Este procedimento não é a melhor opção, mas ainda assim é uma prática válida.

Existe um site destinado a explicar a hierarquia de sistema de arquivos para linux (http://proton.pathname.com/fhs/) e este descreve as melhores práticas para instalação de softwares em estrutura linux para desenvolvedores e administradores de servidores.

Referências:
http://chiralsoftware.com/linux-system-administration/jboss-server-deployment.seam

terça-feira, 18 de maio de 2010

Configurando o Samba para integração Windows/Linux no Ubuntu 10.04 LTS Server

Este procedimento foi executado em uma máquina virtual configurada sobre o Windows 7. O software de virtualização utilizado foi o VMWare Workstation. O Samba é um componente que permite a integração entre o Windows e o Linux (mais em http://www.samba.org/). No final da instalação do Ubuntu 10.04 LTS Server são oferecidos diversos serviços adicionais que podem ser instalados (ex. LAMP, DNS, etc) e um destes é o Samba.

Caso não tenha selecionado a sua inclusão durante a instalação do sistema operacional, é possível instalar o pacote através do aptitude (Gerenciador de pacotes do Ubuntu). Para instalar o samba e os componentes necessários devemos executar o seguinte comando:

sudo apt-get install samba

Para configurar o serviço, primeiramente necessitamos pará-lo, logo, Ubuntu 10.04 utilizamos o comando:

sudo service smbd stop

Enquanto que nas versões anteriores utilizávamos o comando:
sudo /etc/init.d/samba stop

Agora que já instalamos os pacotes necessários, precisamos começar a configuração do Samba. A configuração é feita no arquivo smb.conf, porém, devido a possibilidade de cometer algum erro, primeiramente efetuaremos um backup do arquivo existente (default):

sudo mv /etc/samba/smb.conf /etc/samba/smb.conf.template

Então efetuaremos um comando touch para alterar a data de criação/modificação do arquivo que será alterado (o comando touch cria um arquivo caso este não exista ou altera a data de criação/modificação caso o mesmo já exista):

sudo touch /etc/samba/smb.conf

O passo anterior não é obrigatório porém modifica as propriedades do arquivo que iremos alterar e facilita a distinção do mesmo. Agora efetuaremos as alterações necessárias para que a integração funcione:

sudo pico /etc/samba/smb.conf

Abaixo está a configuração que deve ser inserida no arquivo smb.conf:

[global]
; Configurações gerais do servidor
netbios name = NOMEDAMAQUINALINUX
server string =
workgroup = WORKGROUPDOWINDOWS
announce version = 5.0
socket options = TCP_NODELAY IPTOS_LOWDELAY SO_KEEPALIVE SO_RCVBUF=8192 SO_SNDBUF=8192

passdb backend = tdbsam
security = user
null passwords = true
username map = /etc/samba/smbusers
name resolve order = hosts wins bcast

; defina como yes caso sua máquina windows possua um IP fixo e no para máquinas
; com IP dinâmico.
wins support = yes

printing = CUPS
printcap name = CUPS

syslog = 1
syslog only = yes

; NOTE: Caso você necessite de acesso aos diretórios home do usuário descomente
; as linhas abaixo e configure de acordo com a sua necessidade
;[homes]
;valid users = %S
;create mode = 0600
;directory mode = 0755
;browseable = no
;read only = no
;veto files = /*.{*}/.*/mail/bin/

; NOTE: É necessário configurar caso você execute o samba em um controlador de
; domínio primário.
; Não cobrimos configuração de controlador de domínio primário aqui.
;[netlogon]
;path = /var/lib/samba/netlogon
;admin users = Administrator
;valid users = %U
;read only = no

; NOTE: É necessário configurar caso você execute o samba em um controlador de
; domínio primário.
; Não cobrimos configuração de controlador de domínio primário aqui.
;[Profiles]
;path = /var/lib/samba/profiles
;valid users = %U
;create mode = 0600
;directory mode = 0700
;writeable = yes
;browseable = no

; NOTE: Aqui configuramos um local para construir repositório de drivers de
; impressora para o windows. Não foi coberto aqui.
[print$]
path = /var/lib/samba/printers
browseable = yes
guest ok = yes
read only = yes
write list = root
create mask = 0664
directory mask = 0775

[printers]
path = /tmp
printable = yes
guest ok = yes
browseable = no

; Descomente as linhas abaixo caso precise compartilhar o CD/DVD-ROM
;[DVD-ROM Drive]
;path = /media/cdrom
;browseable = yes
;read only = yes
;guest ok = yes

[MyFiles]
path = /media/samba/
browseable = yes
read only = no
guest ok = no
create mask = 0644
directory mask = 0755
force user = NOMEDEUSUARIOWINDOWS
force group = NOMEDEUSUARIOWINDOWS


Nas configurações demonstrada acima existem alguns valores que devem ser substituídos para a sua necessidade. Os valores são:

NOMEDAMAQUINALINUX = Nome da máquina windows envolvida na configuração. Pode ser obtido clicando com o botão direito sobre o ícone "Meu Computador", selecionando "Propriedades" e verificando o "Nome da Máquina".
WORKGROUPDOWINDOWS = para encontrar o valor a ser inserido no lugar deste texto devemos seguir o mesmo procedimento mencionado acima, porém desta vez verificando o item "Grupo de Trabalho".
NOMEDEUSUARIOWINDOWS = Nome do usuário utilizado para entrar no windows. Pode ser verificado navegando em "Painel de Controle", "Contas de Usuários" e então "Modificar Sua Foto". Na parte superior da janela será exibido seu nome de usuário.

Após finalizarmos a criação do arquivo acima precisamos criar o diretório a ser compartilhado e alterar suas permissões:

sudo mkdir /media/samba
sudo chmod 0777 /media/samba

Agora devemos inicializar o serviço novamente utilizando o seguinte comando no Ubuntu 10.04 LTS Server:

sudo service smbd start

Ou o seguinte comando em versões anteriores:

sudo /etc/init.d/samba start

Nosso serviço está em execução, porém é necessário inserir e habilitar um usuário para autenticação do windows no nosso servidor linux. Esse procedimento é executado da seguinte forma:

sudo useradd -s /bin/true NOMEDEUSUARIOWINDOWS
sudo smbpasswd -L -a NOMEDEUSUARIOWINDOWS
sudo smbpasswd -L -e NOMEDEUSUARIOWINDOWS


Finalizamos a configuração do Samba no nosso servidor e para efetuar um teste retornamos ao Windows e clicamos em "Iniciar", Selecionamos "Programas", "Acessórios" e então "Executar" ou pressionamos o atalho "Win + r". Na caixa que será aberta digitaremos o seguinte comando caso a configuração de wins tenha sido definida como "yes" (Máquinas com IP fixo):

\\NOMEDAMAQUINALINUX\MyFiles

ou o seguinte comando caso wins tenha sido definida como "no" (Máquinas com IP dinâmico):

\\IPDAMAQUINALINUX\MyFiles

Para pegar o ip da máquina linux basta acessar o servidor e digitar o seguinte comando em um terminal:

ifconfig

Agora sua máquina Windows consegue acessar um diretório do servidor Linux e esperamos que isso facilite sua transferência de arquivos entre um servidor de desenvolvimento ou uma máquina virtual. Lembramos que não é seguro liberar compartilhamento de pastas em servidores e este procedimento deve ser executado com parsimônia. Caso queira aumentar um pouco a segurança do compartilhamento é possível definir as interfaces de rede através das quais o compartilhamento pode ser acessado inserindo a seguinte linha no smb.conf:

[global]
...
interfaces = lo, eth0 ; apenas acesso local ou através da interface eth0
; que normalmente é a interface para RJ45.
bind interfaces = true;

Finalizamos assim a configuração do Samba no Ubuntu 10.04 LTS Server e estamos prontos para acessar a pasta e transferir arquivos entre nossa máquina Windows e Linux.

Referência:
http://ubuntuforums.org/showthread.php?t=202605

Instalando o MySQL 5.1 no Ubuntu 10.04 LTS Server

Ontem instalei o MySQL no Ubuntu 10.04 LTS Server e o procedimento foi bem simples. O passo a passo explicado abaixo foi realizado utilizando uma máquina virtual (VMWare) e esta tinha acesso a internet através de NAT.

Minha instalação do ubuntu estava limpa, então tive que editar a lista de recursos para que o apt me oferecesse todos os pacotes necessários. Para isso executei o comando:

sudo pico /etc/atp/sources.list

removi os comentários de repositórios indisponíveis (para isto basta remover o caracter # da linha a ser descomentada). Fechei o arquivo (ctrl + x) e mandei que salvasse na saída (ctrl + s).

Após atualizar o arquivo sources.list, executei o comando para que o apt verificasse os novos repositórios e disponibilizasse os softwares para instalação:

sudo apt-get update

Neste ponto o sistema operacional estava pronto para a instalação do MySQL, o qual foi executado com o seguinte comando:

sudo apt-get install mysql-server-5.1 libmysqlclient16-dev

Quando terminamos a instalação da base de dados o serviço é automaticamente inicializado. Para verificar se este foi inicializado com sucesso podemos verificar se existe alguma porta ouvindo requisições para o mysql através do comando:

netstat -tap

Caso este não tenha sido inicializado podemos fazê-lo através do comando:

sudo service mysql start

Por questões de segurança o MySQL permite conexões apenas do localhost (default bind address). Para aceitarmos conexões de endereços externos devemos abrir o arquivo my.cnf através do comando:

sudo pico /etc/mysql/my.cnf

e comentar a linha:

bind-address = 127.0.0.1

Para comentar a linha basta adicionar um # no começo:

# bind-address = 127.0.0.1

Após todas essas alterações reiniciei o serviço utilizando o comando

sudo service mysql restart

Para reforçar um pouco a segurança do servidor de base de dados efetuei alguns procedimentos básicos. Primeiramente conectei no Mysql através do seguinte comando:

mysql -u root -p

O prompt bash mudou para:

mysql>

indicando que estava dentro do aplicativo cliente, conectado ao MySQL. Então executei um comando para indicar que gostaria de utilizar a base de dados mysql:

use mysql;

Após executar este comando, executei um procedimento para remoção de possíveis contas de usuário guest (convidado) e atualizar os privilégios:

DELETE FROM user WHERE user='';
FLUSH PRIVILEGES;
EXIT;

Depois de executar estes procedimentos a configuração básica do servidor MySQL na minha máquina virtual estava disponível para uso. Futuramente colocarei instruções para reforçar a segurança da base de dados.